quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Formações

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Sacerdotes, nossos pais

Eles participam das nossas tristezas e alegrias
Todas as religiões sempre se valeram dos préstimos de coordenação dos líderes religiosos. Encontramos gurus, pastores, sacerdotes, pajés, levitas, mães de santos, feiticeiros... Na maior parte dos casos, trata-se de gente de boa fé, querendo prestar serviços à humanidade diante do mundo divino. Até entre os ateus encontramos “apóstolos” que promovem a “evangelização” e querem libertar a raça humana de vãos temores.

Não lhes nego a possibilidade de reta intenção, mas sabemos que todos esses líderes ocupam posições frágeis. A membrana que separa a verdade da mentira, a retidão da injustiça, a honestidade da exploração, é muito tênue e porosa. Não é fácil passar por tudo isso sem, ao menos, chamuscar as vestes.
Na Santa Igreja, temos uma figura que, em muitos aspectos, participa de eventuais características de fragilidade dos líderes religiosos. Alguns o chamam carinhosamente de padre, de presbítero, de sacerdote, de clérigo ou até de levita. Dentro da economia de salvação, trazida pelo Sumo-Sacerdote Jesus Cristo, a pessoa central na Igreja é o bispo, sucessor dos apóstolos.

Assista também: "A sabedoria e a coragem de Estevão", com padre Antônio Xavier


No dia-a-dia da vida da comunidade, a pessoa fulcral é o padre. É ele quem está em contacto permanente com os fiéis, participa de suas tristezas e alegrias, chama as ovelhas cada uma pelo nome, distribui-lhes os tesouros da salvação, organiza a vida religiosa e lhes ministra a Palavra Sagrada.

Nada a estranhar que o povo espere de seus presbíteros
 uma grande santidade de vida. Posso garantir aos meus amigos que a preparação dos padres é séria e se estende por vários anos. Mas quero mostrar também que - muitos talvez não o saibam -  uma vez ordenados, os sacerdotes passam por uma formação permanente com cursos, reuniões, planejamentos, retiros, dias de estudo e de oração.

Ademais, uma coisa que muitos veem, mas pouco se comenta é que os padres são pessoas quase únicas, pois eles têm a coragem de apostar sua vida nessa nobre missão; deixam de formar uma família para se tornarem pais de uma grande comunidade, pela qual empatam tudo. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15,13).


Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo Emérito de Uberaba, MG

Mensagem do Dia

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A felicidade é me aproximar de Deus

A pureza de coração é uma bem-aventurança, um caminho seguro para a felicidade. Quanto mais buscamos a purificação do nosso coração, mais nos tornamos amigos íntimos de Deus, como diz o salmista: “Mas, para mim, a felicidade é me aproximar de Deus, é por minha confiança no Senhor” (Sl 73,28ab).
Peçamos, hoje, ao Senhor a graça de fazermos desta bem-aventurança – “Felizes os puros de coração poque verão a Deus” (Mt 5,8) –  um programa de vida e segui-lo fielmente.  Rezemos unidos a todo povo de Deus:
 ”Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!” (Sl 50,12)
Jesus, eu confio em Vós!



Quinta-feira Adoração

Quinta-feira Adoração
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Adoração ao Santíssimo
O Grupo de Oração "Sopro de Vida" da RCC , convida você e sua família para participar conosco nesta quinta- feira, dia 09 de agosto de 2012, às 18h na Igreja Matriz de São Sebastião da Adoração ao Santíssimo Sacramento. Um momento de louvor, Oração e de entrega ao Senhor  Jesus Cristo, peça com fé que ele atende ao seu pedido. É só confiar.
Jesus, eu confio em vós!
Participe!!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mensagem do Dia

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tomemos o amor por conselheiro

A força que deve nos impulsionar, em todos os momentos, é o amor. Em todas as circunstâncias, devemos tomá-lo como critério para agirmos, porque ele “é paciente, bondoso, não tem inveja, não é orgulhoso, não é arrogante nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (cf. I Cor 13,4-7).
Tomemos o amor por nosso conselheiro e veremos que a nossa vida será profundamente transformada, porque “nisto consiste o amor: não em termos amados a Deus, mas em  ter-nos Ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados” (I Jo 10).
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Mensagem do Dia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Com Jesus nós podemos vencer

Tudo é graça de Deus na nossa vida. Sem esta graça, nada é possível, portanto, a sabedoria nos ensina a pedir a Ele, a cada momento, que nos abençoe e nos conceda a graça de sermos firmes na fé para não nos deixarmos arrastar pelos ventos fortes da vida.
A arma da nossa vitória é a fé em Jesus, porque n’Ele e com Ele podemos dizer: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).
Ao longo deste dia, rezemos, insistentemente, este ato de fé: “Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé!”
Jesus, eu confio em Vós!


Os massacres não impedirão o testemunho do amor de Deus

Porque tanta violência contra os cristãos em algumas regiões do mundo? É possível que se trate apenas de motivações ideológicas? Ou considera-se, a dos cristãos, uma voz que deve ser silenciada, porque é contracorrente diante da deriva rumo à qual a humanidade parece destinada? Ou, talvez, eles representam uma comunidade indefesa, por conseguinte fácil de ser atacada sem correr muitos riscos, a fim de se impor no cenário mundial do terror com finalidades políticas?

É possível restabelecer a justiça e a paz reconhecendo a liberdade de religião para todos? E como podem ser alcançados os objetivos de equidade global, através de soluções verdadeiramente éticas da crise que angustia o mundo? Resumindo, qual é a atualidade daquele "Bem-aventurados os pacificadores" proposto pelo Papa durante a celebração do Dia mundial da Paz de 2013?

Perguntas que se apresentam  pontualmente quando as notícias do mundo – a última por ordem de tempo é de segunda-feira à noite, 6 de Agosto, e fala de cerca de quinze mortos causados por mais um ataque contra uma igreja cristã na Nigéria – alongam a lista dos mortos por causa da fé e demonstram a atualidade premente dos apelos constantes pela paz, lançados pelo Pontífice.

Procuramos algumas respostas durante o diálogo com o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e paz, com o qual falamos sobre as dificuldades vividas hoje pelos cristãos em diversas partes do mundo. O cardeal – depois de ter esclarecido que não quer falar sobre aquela que será a mensagem do Papa para o Dia mundial da Paz de 2013 e deseja expressar opiniões pessoais, amadurecidas durante a sua longa experiência pastoral vivida em contextos difíceis – ofereceu algumas chaves interpretativas sobre a situação atual.

Os cristãos no mundo estão cada vez mais sujeitos à violência e mesmo a perseguições. Será que por detrás destes episódios existem várias motivações religiosas ou, talvez, a razão deve ser procurada no fato de que alguns países cristãos constituem alvos indefesos e, por conseguinte, mais fáceis de ser atingidos e os massacres tornam-se instrumentos de pressão para outros fins?

Existe algo verdadeiro. Em numerosas situações os cristãos são objeto de violência, por vezes sofrida fisicamente, mas também experimentada psicologicamente. Sem dúvida, o objetivo é o que um cristão representa. Uma crença, um ponto de vista do qual se observa o que acontece no mundo, um estilo de vida que possui uma sua própria identidade. Os nossos caluniadores afirmam que pertencemos um pouco à Idade Média, ao passado, embora não o possam demonstrar.

Os cristãos são um alvo sensível porque indefesos e, portanto, fáceis de ser atacados? É difícil responder. Certamente, em várias regiões do mundo, sobretudo na África, as nossas igrejas são construídas precisamente não onde há maior densidade da população. Ao contrário, prefere-se edificá-las nos territórios mais próximos das missões,  das casas dos sacerdotes e os cristãos, para as alcançar, devem realizar uma pequena viagem, como se fosse uma  peregrinação. Ao contrário, as mesquitas dos muçulmanos encontram-se sempre nos lugares mais visitados, no meio dos seus fiéis.

Portanto, provavelmente neste sentido somos talvez mais indefesos. Mas diria que o dever defender-se não faz parte da nossa natureza. Não pensamos que o devemos fazer por causa da nossa religião. Acreditamos num Deus que não precisa de ser defendido. Só necessita de ser amado, conhecido e testemunhado.

O nosso pertencer à Igreja não se alimenta em pensamentos sobre como defender-nos, sobre como impor o nosso culto. Pensamos só em como dar testemunho de Deus. Os outros têm talvez um ponto de vista um pouco diferente do nosso. Pensam que a religião é algo para  defender, que o deles é um Deus que deve ser defendido. Não, esta não é a forma de conceber a nossa fé, a nossa missão.

As estruturas sociais da Igreja estão entre e para as pessoas, sem distinção de qualquer tipo. Vivemos no meio do povo na cotidianidade, para restituir esperança, para transmitir uma mensagem de amor, a mensagem de Deus. Em alguns casos, quando devemos rezar a Ele, sobretudo na minha África, fazemo-lo juntos, por vezes, afastados para não incomodar. Todavia, se por esta razão alguém nos considerar alvos débeis e frágeis a ser atingidos, isto não significa que nós vamos desencorajar na realização da nossa missão: ela é e permanece a de dar testemunho, convictos de que em Deus nada devemos temer.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

É tempo de Colheitas...

     

Uma Ordenação é fruto de toda uma caminhada vocacional, sustentada pela oração diária, pela Eucaristia, alimento primordial de cada cristão. A nossa Comunidade Paroquial começa a colher esses frutos. A Primeira Ordenação de um Filho da Paróquia em Caraúbas é motivo de muita alegria, não só pelo momento histórico, mas principalmente pelo fato de mais um filho da terra natal que decide trilhar os caminhos do sacerdócio. Essa foi a primeira de muitas... O Padre é a figura do homem que é íntimo de Deus, àquele que conduz os outros a salvação... Àquele que vai em busca da única ovelha que se perdeu, que é capaz de congregar toda a Igreja num só rebanho. Neste intento, desejamos ao Neo-Presbítero Padre Frederico Gurgel Câmara que seja um Alter Cristhi (outro Cristo) na Terra, por onde ele for enviado, e que cuides com carinho do rebanho a ele confiado. E assim como no prefácio do Livro Ágape de Pe. Marcelo Rossi, possa ele cuidar das ovelhas, ora suja, ora limpa, mas que são suas ovelhas e delas deve sempre cuidar com muito zelo. E nunca no caminho sacerdotal peça para o Cristo tirar-lhe a cruz, mas diga: “Senhor, vem comigo”... 

Texto do Seminarista Gláudio Costa 

  Fotos da Ordenação Presbiteral de Fred Gurgel








 

1ª missa de Pe Fred Gurgel












sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Reflexão para o Dia

Em quem confiar?

“Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. Ao faltar-lhe o respiro ele volta para a terra de onde saiu; nesse dia, seus planos perecem. É feliz todo homem que busca seu auxílio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança” (Sl 145).

A começar de hoje, exercitemo-nos na confiança em Jesus, assim, jamais ficaremos decepcionados nem confundidos, porque Ele é fiel, mesmo quando somos infiéis.

Às vezes, esperamos das pessoas o que somente Deus pode nos dar. “É do Senhor que vem o que nós esperamos” (Sl 61,6), e somente Ele “é capaz de satisfazer os anseios mais profundos do nosso coração” (João Paulo II).

Rezemos ao longo de todo este dia: “Jesus, eu confio em vós!”

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mensagem do Dia

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vamos viver este dia de maneira nova?

Vamos fazer o exercício de agir de maneira diferente: andemos por outro caminho, elogiemos alguém que nunca elogiamos, falemos bem das pessoas em vez de criticá-las, sejamos instrumentos da paz em vez de colocoar “lenha na fogueira”. Façamos o bem, não queiramos a queda e o fracasso do irmão.
Com certeza, o Espírito Santo vai inspirar um novo gesto a cada um, uma nova atitude ao longo de todo este dia. Sei que não é fácil mudarmos os nossos costumes, mas, com determinação, decisão e o auxílio do Espírito Santo tudo se fará novo pouco a pouco.
Rezemos, hoje, assim: “Ó Deus, sois o amparo dos que em Vós esperam. Sem Vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens que passam e abracemos os que não passam.
Por Nosso Senhor Jesus, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Jesus, eu confio em Vós!


Formações

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Maria, humana como nós

Ela foi a pessoa que melhor realizou a vontade de Deus
O gênero humano possui duas naturezas: a corporal e a espiritual. (CIC, 2337). Uma bonita característica desta realidade é que tudo aquilo que somos neste mundo têm como finalidade última revelar a nossa identidade eterna, como disse o Papa João Paulo II em uma de suas catequeses: “O corpo, de fato, e só ele, é capaz de tornar visível o que é invisível. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus, e assim ser sinal d’Ele (Teologia do Corpo, nº 19, de 20/02/1980).

Até a essência humana do "Homem-Deus" teve esse propósito: “a pessoa humana do Cristo pertence 'in proprio' à pessoa divina do Filho de Deus, Sua vontade e inteligência têm como primazia a revelação do ser espiritual da Trindade (CIC, 470).

Podemos identificar uma mostra disso ao checar a vida dos santos, aqueles que já alcançaram a glória junto ao Altissímo, mas que, desde sua vida terrena, enquanto peregrinos neste mundo, demonstravam habilidades, carismas e dons que faziam parte da identidade eterna a respeito deles.

Perceba que aqueles que foram elevados aos altares, os mais conhecidos, são tidos como padroeiros e intercessores de causas específicas conforme suas experiências vividas em sua passagem aqui na terra. Dom Bosco, hoje no céu, continua intercedendo pelos jovens; São Lucas, médico (cf.Cl 4,14), é padroeiro destes profissionais da medicina; Santa Cecília, musicista, é auxiliar espiritual dos músicos, e assim por diante.


Assista também: "Somos da descendência de Maria", com padre Paulo Ricardo


Neste contexto, destacamos Maria Santíssima. Ela foi a pessoa humana que realizou, da maneira mais perfeita, a obediência da fé (CIC, 148), por isso está acima de todos os santos. Ela teve, em sua humanidade, a dádiva de ser mãe como maior incumbência e a mantém na eternidade. Tudo nela diz respeito à maternidade.

Aquilo que conhecemos a seu respeito, proclamado pela Igreja em seus títulos, já tinham um traço, uma característica que ela desenvolveu em sua vida neste mundo. A personalidade, a alegria, o silêncio, o serviço, a feminilidade, a prontidão, o ser educadora, a intimidade, o modo particular de ser mãe, correspondem ao cuidado que Cristo desfrutou e que, ainda nos tempos de hoje, nós também podemos obter de Maria. Nisso tudo, ela antecipava o ser “Auxiliadora”, “Rainha de Paz”, distribuidora de “Graças”, “Medianeira”, mulher “das Dores" etc.

Nela, o “dom da maternidade” atinge seu significado mais profundo e perfeito desde sempre e para sempre.

Maria, a mãe de Jesus, é e sempre será a mãe de toda a Igreja. Sem nenhuma exceção, aqueles que são gerados no Cristo herdam a filiação do Pai das Misericórdias e também dessa Mãe Dulcíssima, que nos acolhe e nos ama, pois, somos membros do Corpo Místico de Jesus, no qual Sua dimensão física foi gerada por Maria.

Ela é o modelo de mãe que concebe o corpo e também cuida para que o filho alcance a plenitude da vida espiritual e da vontade de Deus a seu respeito.

Ao vislumbrar o rosto humano da Virgem de Nazaré, seremos impulsionados a aumentar nosso amor, nossa devoção e entrega a Nossa Senhora, como também será uma provocação, partindo dos exemplos de Maria, a encontrar a iniciativa do Senhor no sentido de nossa própria existência, conhecer o que Deus pensou a nosso respeito para esta vida e para a eternidade.

Maria, mãe da ternura, rogai por nós!
Foto

Sandro Ap. Arquejada
blog.cancaonova.com/sandro
Membro da Comunidade Canção Nova, formado em Administração, colunista do Portal Canção Nova, autor do livro: "Maria humana como nós".