domingo, 6 de março de 2011

Mensagem do Dia

Formados no amor “Um mandamento novo eu vos dou: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, vós também amai-vos uns aos outros. Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos: no amor que tiverdes uns para com os outros” (Jo 13,34-35.) Jesus vivera com eles durante todo aquele tempo, treinando-os no “amai-vos uns aos outros”. Jesus os amou primeiro e os foi formando para se amarem uns aos outros com todas as diferenças e com todas as durezas que havia entre eles: “Como eu vos amei, vós também, amai-vos uns aos outros”.

Conosco agora é a mesma coisa. Jesus precisa nos treinar no amor efetivo uns para com os outros, para irmos e formarmos discípulos, ensinado-os, com nossa vida, a amar como Jesus nos amou.

Daí você vê que o mundo está como está porque nós não amamos; porque não assumimos o bastão que Jesus pôs em nossas mãos; porque não formamos discípulos. A civilização do amor acontecera quando pusermos o amor em prática em nossa vida.

Em outras palavras: o mundo novo depende de nós, se amamos ou não amamos; se formamos discípulos ou continuamos "na nossa".

Diante de todo o desamor do mundo, amar será nosso bom combate. O Senhor não desiste: Ele que formou Seus apóstolos (e não foi fácil) quer formar-nos combatentes no amor.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Catequese do Papa Bento XVI

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BENTO XVI A SEMINARISTAS DA DIOCESE DE ROMA:
AMOR CRISTÃO É VÍNCULO QUE LIBERTA
05.03.2011 - Cidade do Vaticano: - "A unidade da Igreja não é dada por um caráter imposto externamente, mas é fruto de uma concórdia, de um empenho comum de comportar-se como Jesus, por força de seu espírito."
Assim se expressou o Santo Padre na visita que fez, no início da noite desta sexta-feira, ao Seminário Romano Maior, na vigília da Festa de Nossa Senhora da Confiança, Padroeira do Instituto.
Durante o encontro, Bento XVI fez uma lectio divina a todos os seminaristas da Diocese de Roma, centralizada num trecho da Carta da São Paulo aos Efésios.
"O amor cristão é um vínculo que liberta", o testemunha São Paulo "prisioneiro" por causa do Senhor, e o recordou Bento XVI aos seminaristas da Diocese de Roma.
O comportamento dos cristãos é a conseqüência do dom, a realização daquilo que nos é dado a cada dia. E, todavia – observou o Pontífice – se é simplesmente realização do dom que nos foi concedido, não se trata de um efeito automático, porque com Deus estamos sempre na realidade da liberdade e, por isso, como resposta, também a realização do dom é liberdade.
"O Batismo, o sabemos, não produz automaticamente uma vida coerente: ela é fruto da vontade e do empenho perseverante de colaborar com o dom, com a graça recebida. E esse empenho custa, há um preço a pagar pessoalmente. Talvez por isso São Paulo faz referência justamente aí à sua condição atual: "Eu, portanto, prisioneiro, por causa do Senhor, vos exorto..."
Seguir Cristo significa partilhar a sua Paixão – continuou o Papa – segui-lo até o fim, e essa participação na sorte do Mestre une profundamente a Ele e reforça a autoridade da exortação do Apóstolo.
Prosseguindo sua reflexão, Bento XVI se deteve sobre a palavra "vocação". São Paulo escreve: "comportai-vos de modo digno do chamado que recebestes".

Neste caso – observou – trata-se da vocação comum a todos os cristãos, ou seja, a vocação batismal: o chamado a ser de Cristo e viver n'Ele, em seu corpo.
"A vida cristã começa com um chamado e permanece sempre uma resposta, até o fim. E isso se dá quer na dimensão do crer, quer na do agir: tanto a fé quanto o comportamento do cristão são correspondência à graça da vocação" – frisou.
Depois, o Papa deu um passo adiante em sua lectio divina. "Após essa palavra do chamado, segue a dimensão eclesial. Falamos da vocação como uma vocação muito pessoal: Deus chama-me, conhece-me, espera a minha resposta pessoal. Mas, ao mesmo tempo, o chamado de Deus é um chamado em comunidade, é um chamado eclesial, nos chama numa comunidade."
Neste momento – prosseguiu – o Seminário é o corpo no qual se realiza concretamente o estar em caminho comum. Depois está a paróquia. A Igreja é corpo, portanto, tem estruturas (...) Justamente assim estamos em comunhão com Cristo, aceitando essa corporeidade da sua Igreja, do Espírito que se encarna no corpo.
Por outro lado, muitas vezes sentimos o problema, a dificuldade dessa comunidade, começando pela comunidade concreta do seminário até a grande comunidade da Igreja com as suas instituições. "Devemos também considerar que é muito bonito estar numa companhia, caminhar numa grande companhia de todos os séculos, ter amigos no céu e na terra, sentir a beleza deste corpo, ser felizes de o Senhor ter-nos chamado num corpo e ter-nos dado amigos em todas as partes do mundo."


PAPA BENTO XVI
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Prezados irmãos e irmãs
No Evangelho deste domingo, o Senhor Jesus diz aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo» (Mt 5, 13.14). Mediante estas imagens ricas de significado, Ele quer transmitir-lhes o sentido da sua missão e do seu testemunho. Na cultura médio-oriental, o sal evoca vários valores como a aliança, a solidariedade, a vida e a sabedoria. A luz é a primeira obra de Deus Criador e é fonte da vida; a própria Palavra de Deus é comparada com a luz, como proclama o salmista: «A vossa palavra é lâmpada para os meus passos, luz para o meu caminho» (Sl 119, 105). E ainda na Liturgia de hoje, o profeta Isaías diz: «Se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, a tua luz levantar-se-á na escuridão e a tua noite resplandecerá como o pleno dia» (58, 10). A sabedoria resume em si os efeitos benéficos do sal e da luz: com efeito, os discípulos do Senhor são chamados a dar novo «sabor» ao mundo e a preservá-lo da corrupção, com a sabedoria de Deus, que resplandece plenamente no rosto do Filho, porque Ele é a «verdadeira luz que a todos ilumina» (Jo 1, 9). Unidos a Ele, os cristãos podem difundir no meio das trevas da indiferença e do egoísmo a luz do amor de Deus, autêntica sabedoria que confere significado à existência e ao agir dos homens.
No próximo dia 11 de Fevereiro, memória da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, celebraremos o Dia Mundial do Doente. É uma ocasião propícia para meditar, rezar e aumentar a sensibilidade das comunidades eclesiais e da sociedade civil para os irmãos e as irmãs doentes. Na Mensagem para este Dia, inspirada por uma expressão da primeira Carta de Pedro: «Pelas suas chagas fostes curados» (2, 24), convido todos a contemplar Jesus, o Filho de Deus que sofreu, morreu e ressuscitou. Deus opõe-se radicalmente à prepotência do mal. O Senhor cuida do homem em cada situação, partilha o sofrimento e abre o coração à esperança. Portanto, exorto todos os agentes no campo da saúde a reconhecer no doente não só um corpo marcado pela fragilidade, mas antes de tudo uma pessoa, à qual oferecer toda a solidariedade e respostas adequadas e competentes. Além disso, neste contexto recordo que hoje se celebra na Itália o «Dia para a vida». Faço votos a fim de que todos se comprometam para fazer aumentar a cultura da vida, para pôr no centro o valor do ser humano, em todas as circunstâncias. Segundo a fé e a razão, a dignidade da pessoa é irredutível às suas faculdades ou às capacidades que pode manifestar, e portanto não diminui quando a própria pessoa é frágil, inválida e necessitada.
Caros irmãos e irmãs, invoquemos a intercessão materna da Virgem Maria, a fim de que os pais, os avós, os professores, os sacerdotes e quantos estão comprometidos na educação possam formar as jovens gerações na sabedoria do coração, para que alcancem a plenitude da vida.

Apelo
Nestes dias, acompanho com atenção a delicada situação da amada Nação egípcia. Peço a Deus que essa Terra, abençoada pela presença da Sagrada Família, volte a encontrar a tranquilidade a convivência pacífica, no compromisso partilhado pelo bem comum.
 

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